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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

[Histórias de Grandes Capãorrasenses] Aniversário de Casamento do Tonho Borracheiro 2001

Orgulhosamente o BCR, com imenso atraso inicia a série de postagens contando as inúmeras histórias vividas pelo Capãorrasense, a primeira delas não poderia deixar de ser a história do seu aniversário de casamento com a Neusa, do ano de 2001.
Tonho como todos sabem era muito bem quisto na sociedade, principalmente pelas moças solteiras (e casadas também). E como era de conhecimento de todos, menos de sua esposa Neusa, Tonho mantinha várias amantes, principalmente na região litorânea de Capão Raso.

Mas, a mais louca aventura de amor extraconjugal de Tonho sem dúvidas era a Srta. Margarida! Sua História com a moça iniciou-se quando o pai da Srta. Comentou com o Sr. Tonho que estava extremamente descontente com o namoro de sua filha pois o rapaz não cultivava o amor pelas tradições gauchas, insistia em tocar Rock Alternativo e usar cabelo comprido!

Tonho diante da situação prometeu que conversaria diretamente com a moça assim que a mesma passasse em frente a sua borracharia.

Assim como havia prometido, Tonho chamou a moça, na primeira vez que ela passou na frente de sua Borracharia e disse que tinha uma coisa muito séria para conversar com ela! Margarida aceitou entrar na borracharia e conversar. Tonho perguntou a ela se ela pretendia se casar com seu namorado, a moça disse que talvez, porque o rapaz deixava um pouco a desejar na pegada. Tonho, como um visionário se sentiu na obrigação de demonstrar a menina como funcionava uma pegada de verdade, mas, apenas com fins de convencê-la que aquele moço não era um bom partido para ela. Assim, cumpriria a promessa ao pai da moça! Nesse dia, confeccionou-se o primeiro “ovo” no capô do DKW Vemag Caiçara 1.8T Tiptronic.

Sem dúvidas, convencida de que o namorado não era o que Margarida precisava, no dia seguinte ela terminou o noivado e nunca mais se interessou por homem nenhum! Misteriosamente o pneu do seu DKW Fissore furava toda semana, na terça feira fim de tarde! Excepcionalmente numa sexta fim de tarde, furou o pneu do Fissore e diferentemente da rapidez e celeridade do serviço do Tonho, a troca durou toda a madrugada da Sexta feira e teve que ser no local que furou, salvo engano na rodovia dos minérios.



Coincidentemente, no sábado era aniversário de casamento do Tonhão, e a Neusa aguardava brava e ansiosamente que Tonho trouxesse flores a ela, isso não aconteceu! Desapontada, Neusa disse a Tonho: só perdoarei você se levar eu, a Sonha e minha mãe pra almoçar fora!

Pensando em se livrar do B.O, Tonho sucumbiu a proposta, e foram os quatro almoçar no Restaurante do Véio Mocelin, Conhecido como Galinhão! Na metade do trajeto, Tonho teve um calafrio ao enxergar, entre os bancos da Vemag, um sapato de salto na cor vermelha! Na hora pensou: “ Quengada desgraçada querem me derrubar a casa”. Apontou imediatamente para a janela, no lado totalmente oposto disse: Olha, acho que tem liquidação de panos de prato ali no Bulicho do Noronha! As mulheres desviaram o olhar e ele aproveitou o momento para pegar o sapato e atirar pela janela! Ufa! Foi por pouco pensou Tonho!

Chegando no Galinhão, Tonho desceu do Dkw, Neusa desceu, Sonha desceu e a querida sogra não descia! Carinhosamente e atenciosamente Tonho disse: “Vamo véia do Diabo” e ela respondeu: “Calma seu grosso, não to conseguindo achar meu sapato!”
Tonho morreu, a sogra morreu, Neusa e Sonha até a data desta publicação não sabiam qual era o motivo da Velha ter entrada com os dois sapatos no Vemag e nunca mais ter achado seus sapatos!

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